AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ÍLHAVO

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Entre–Vistas | Quem lê o 12º ano…


Alunos empenhados na vida escolar, com muitos projetos em concretização e outros sonhados, desenvolvem hábitos de leitura… para além do cumprimento dos programas!
12 ano a ler
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O Bruno Soares, da turma C, está muito próximo de Mia Couto. Venenos de Deu,. Remédios do diabo é um título bastante sugestivo, o autor é apelativo.
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O jovem médico português Sidónio Rosa, perdido de amores pela mulata moçambicana Deolinda, que conheceu em Lisboa num congresso médico, deslocou-se como cooperante para Moçambique em busca da sua amada. Em Vila Cacimba, onde encontra os pais dela, espera pacientemente que ela regresse do estágio que está a frequentar algures. Mas regressará ela algum dia? Entretanto vão-se-lhe revelando, por entre a névoa que a cobre, os segredos e mistérios, as histórias não contadas de Vila Cacimba — a família dos Sozinhos, Munda e Bartolomeu, o velho marinheiro, o administrador, Suacelência e sua Esposinha, a misteriosa mensageira do vestido cinzento espalhando as flores do esquecimento.
(in http://www.wook.pt/ficha/venenos-de-deus-remedios-do-diabo/a/id/204996, consultado em 2013.01.30)
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A Rita Ferreira, do 12º C, elege Tom Tykwer, com Perfume - A História de um Assassino, já em filme mas, sublinha, “prefiro o livro!”.
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Jean-Baptiste Grenouille (Ben En Whishaw) nasce em circunstâncias pouco dignas, em 1733, no Mercado de Peixe de Paris. Em tenra idade apercebe-se de que é dotado de um olfato bastante refinado. Na adolescência, e após conseguir sobreviver às criminosas condições de trabalho de uma tinturaria local, Grenouille inicia-se como aprendiz na perfumaria de Baldini (Dustin Hoffman). Rapidamente ultrapassa o mestre na arte de misturar essências. e estas tornam-se a sua obsessão - que o leva a afastar-se da companhia de outros seres humanos.
Dominado pela ideia de preservar os aromas humanos, ele assassina, sem escrúpulos, jovens mulheres cujo cheiro peculiar chama a sua atenção. O drama adensa-se quando Grenouille se depara com a bela Laura (Rachel Hurd-Wood), a qual se lhe apresenta como possuindo uma espécie de essência sobrenatural. Outros assassinatos inexplicáveis sucedem-se e o pai de Laura, o nobre Richis (Alan Rickman), suspeita que a vida da sua filha esteja também em grande perigo. Assim começa um verdadeiro jogo de gato e rato entre o amor fraternal e a paixão mortal...
(in http://www.wook.pt/ficha/perfume-a-historia-de-um-assassino-dvd-video-/a/id/10930571, consultado em 2013.01.30)
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O Diogo Silva (turma B), aprecia o Último Cais, de Helena Marques, “uma obra que se devora. Gosta imenso”
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Este romance relata a saga do família Vella ou Villa, em Funchal, no século XIX. Mostra o isolamento e confinamento dos habitantes de uma ilha. A notícia só chega com o próximo navio para aqueles que não podem deixar a ilha.
O último cais começa com o diário de bordo, de 4 de setembro de 1879. O enredo trata do casamento feliz de Marcos Vaz de Lacerda, comandante de navio, e de Raquel. O principal em sua vida é o amor por Raquel. Não tem medo de mostrar seus sentimentos. Raquel e eu temos a felicidade escrita em cada milímetro de pele, em cada fibra de voz, e ninguém se apercebe, ninguém vê.
O amor é correspondido por Raquel. Mas ela quer saber quem são seus antepassados. Quem eram os Villas, como viviam, como eram essas mulheres de que ela teria herdado, ao que se conjecturava, o cabelo cor de vinho velho, as pernas altas e a rebeldia? Sabe que seu avô André Vella veio de Malta para o Funchal. O sobrenome Vella mudou para Villa em terras portuguesas.
É feliz na ilha, apesar do isolamento. A única vez que viaja vai para a Guiana Britânica, a bordo do navio de seu marido. Engravida, dá à luz Clara e morre.
Marcos casa-se novamente após algum tempo. Casa-se com Luciana, com quem também é feliz. Marcos mostra que se pode ser feliz com mais de uma mulher. Cada amor é diferente. “Marcos amou-a mas dentro das limitações estritas que lhe consentia a fidelidade a Raquel.”
O romance termina em 1904.
( in http://pt.wikipedia.org/wiki/O_%C3%BAltimo_cais, consultado em 2013.01.30)
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O João Areias (12º B), músico nas horas livres, aprecia Mia Couto. Nesta fase destaca a poesia do autor.
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O primeiro livro que Mia Couto publicou - Raiz de Orvalho , 1986 - era (é) um livro de poesia. Depois disso publicou 21 livros em prosa em vários géneros - romance, conto, crónica, ensaio - sem nunca sair da poesia , que é onde se sente bem . Em 2007 voltou à poesia propriamente dita com Idades, Cidades, Divindades, e agora volta lá de novo com este Tradutor de Chuvas . Livro que tem muito de autobiográfico, permite aos leitores mais atentos de Mia Couto descobrir as pontes da sua extraordinária obra literária
(in http://www.wook.pt/ficha/tradutor-de-chuvas/a/id/10691774, consultado em 2013.01.30)


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E a Joana Ribeiro, da B, adora a obra de Júlio Magalhães, no caso Por ti resistirei, “ um livro, pelo título, pelo autor, cativante”.
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Carlos e Nicole conheceram-se nas ruas de Paris. As tropas alemãs avançavam em passo forte e determinado, mas todos acreditavam que a capital francesa estava a salvo da loucura de Adolf Hitler. Enganavam-se. Em poucas semanas, as tropas nazis estavam às portas de Paris e milhares de refugiados procuravam salvação. Nicole encontrou-a em Bordéus pelas mãos do embaixador Aristides de Sousa Mendes que lhe entregou um visto para chegar até Portugal, onde finalmente cairia nos braços do seu amado. Longe da guerra, longe do perigo, longe do estigma de ser judia, seria finalmente feliz. Mas há preconceitos que são difíceis de quebrar e mais uma vez os dois amantes são obrigados a seguir caminhos diferentes.
Carlos fica em Lisboa, entre os negócios do pai, um homem influente na sociedade salazarista e a doença da mãe. Nicole parte para Londres, uma cidade que vive dias dramáticos sob a ameaça de ser bombardeada pela aviação alemã. Participa no esforço de guerra da melhor forma que sabe, vestindo a farda de enfermeira, pondo em risco a sua vida para ajudar os outros. Na esperança de conseguir esquecer Carlos. Contudo no meio dos escombros da Segunda Guerra Mundial há um amor capaz de resistir a tudo.
(in http://www.wook.pt/ficha/por-ti-resistirei/a/id/10984378, consultado em 2013.01.30)
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A Mariana Ribeiro, que já participou nesta rubrica do nosso blogue, é do 12º C, destaca nesta fase das suas leituras Corações em silêncio.
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Confrontado com situações de extremo perigo, Taylor McAden, bombeiro voluntário, expõe-se até ao limiar do perigo. Denise é uma jovem mãe solteira, cujo filho de cinco anos sofre de um inexplicável atraso de desenvolvimento e a quem ela devota a sua vida numa tentativa de o ajudar. Mas o caso vai aproximar estes seres. Numa noite de tremendo temporal, Denise sofre um acidente de automóvel e é Taylor quem vem socorrê-la. Embora muito ferida, a jovem depressa toma consciência de que o filho já não se encontra na sua cadeirinha do banco traseiro. Taylor irá até ao fim de uma angustiante noite de buscas para o encontrar. Foram tecidas as primeiras malhas que os irão unir - o pequeno Kyle desabrocha ao calor da ternura daquele homem. Denise abandona-se à alegria de um amor nascente. Mas Taylor tem em si cicatrizes antigas, que o não deixam manter compromissos de longa duração. Nicholas Sparks, esse talentoso contador de histórias, intervém com a sua magia redentora e a sua inigualável capacidade de aprofundar a complexidade das relações e dos afectos.
(in http://www.wook.pt/ficha/coracoes-em-silencio/a/id/46860, consultado em 2013.01.30)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Entre-Vistas–Mariana Magueta


MarianaMariana Magueta, tem 17 anos, é da Gafanha do Carmo, frequenta o 12º ano, em Línguas e Humanidades.
A terminar o ensino secundário,  pensa, naturalmente, ingressar no ensino superior “mas a vida não está facilitada para isso – diz a Mariana. Seguir para a universidade está muito condicionado porque, se já agora é necessário muito trabalho para conseguir garantir as despesas, imagine quanto é preciso para o que virá a seguir?!...”
A Mariana até aos recentes aumentos vinha para a escola regularmente em autocarro. Porém, com as medidas de austeridade, o “passe” subiu dos 24 €, aproximadamente, para próximo dos 50€.
“Venho todos dias de bicicleta. Não é mau, até faz bem. Lamento é a falta de alternativa. Isto representa um retrocesso na nossa liberdade na opção. Diminui a nossa qualidade de vida. ”
- E quanto às leituras, Mariana?
“As minhas leituras estão muito enquadradas históricas verídicas, factos da vida, estilos de escrita que acho muito cativante. Porém, o ensino secundário obriga, e bem, claro, à leitura dos clássicos portugueses.
Atualmente leio Saramago, o Memorial do Convento”.
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JOSÉ SARAMAGO (2012), Memorial do Convento - Ensino Secundário. Lisboa, Edição/reimpressão.
Memorial do convento
Este estudo de Memorial do Convento pretende ajudar os alunos na sistematização dos aspetos temáticos e formais do romance saramaguiano, ao mesmo tempo que tenta promover um conhecimento mais alargado do universo de produção e divulgação da obra de José Saramago.

(in http://www.wook.pt/ficha/memorial-do-convento-ensino-secundario/a/id/219327, consultado em 2012.11.14)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Entre-Vistas | LUÍSA ALVES

Foto0014Luísa Alves, Assistente Operacional. Coordenadora da Unidade Operacional de pessoal não docente nos Blocos C.D.E.F.
Leitora de obras que tratem de maneira particular a vida na sua realidade concreta – “histórias baseadas em acontecimentos” , sintetiza.
“Gosto muito da autora italiana que veio agora lançar um novo livro a Portugal, Sveva Casati Modignani, mas, na verdade, as minhas preferências de leitura vão para Nicholas Sparks”.
O autor norte-americano do Nebraska “talvez pela sua própria experiência de vida – sublinha a Dª Luísa – tem uma forma de abordar a escrita que me deixa muito fascinada. Lê-se muito bem”
Nicholas Sparks viveu a sua juventude em Fair Oaks, na Califórnia. Foi premiado com uma bolsa de estudos da Universidade de Notre Dame pelos seus excelentes resultados e, em 1988, licencia-se em Economia. O seu sonho era tornar-se atleta de alta competição, porém, teria de abdicar devido a um grave acidente. Assim, começou a escrever enquanto trabalhava como delegado de informação médica.
A Dª Luísa, pela aliciação que o autor exerce com as suas obras, “até tenho ideia que já li os seus livros todos. Mas destaco As Palavras que Nunca Te Direi”.
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Nicholas Sparks (2204), As palavras que nunca te direi. Lisboa, Editorial Presença. | Quota: 82-3. SPA. PAL
Poderá vê-lo também no cinema com as interpretações de Kevin Costner, Paul Newman e Robin Wright Penn. Do mesmo autor de O Diário da Nossa Paixão, um livro que é já um êxito comercial nos EUA e em muitos outros países. Uma poética mensagem de amor na origem de um encontro arrebatador entre um homem e uma mulher cujos afectos já há muito se encontravam adormecidos.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Entre _Vistas

MF

Márcia Ferreira, é de Aveiro, vive em Albergaria. Nos últimos anos exerceu, em mobilidade, vários cargos na escola como Assistente Técnica. Foi o “Pronto-Socorro” para muitas situações de emergência ou solução mais rápida; foi mais do que isso: uma serena e sábia fortaleza, como é quem faz da eficiência e eficácia valores de vida, na edificação de um percurso que correspondesse aos valores, ambição e metas da Escola.

Agora vai para a o Agrupamento de Escolas de Albergaria. Antes da sua saída, quisemos saber algo sobre as suas leituras.

“Acabei de ler Longe do meu coração. É um livro impecável. Apesar de ser romance, e eu saber disso, até me fez chorar.” – A história de um emigrante português em França, determinado a lutar pelos seus sonhos, “uma pessoa revê-se nestas páginas, não só porque quase todos os portugueses têm alguém na família que passou ou passa pela experiência – eu tenho! – mas também porque está escrito de uma forma muito compreensiva, atraente.” Apesar das histórias de vida dos portugueses, que saíram deste pedaço de terra e se fizeram ao mundo, pelas mais diferentes razões, como refere o autor na introdução, serem memórias bem vivas nas nossas vidas, “há uma atualidade, uma experiência que parece estar a experimentar,… sei lá! Há algo que até parecer que estou a viver, a reviver”.

- Por causa da situação no País? – introduzimos.

- Por isso, sim, mas, sobretudo, porque daqui a pouco, apesar de ir para uma situação profissional que me recompensa – qual emigrante?! – acabo por sentir um certo Longe do meu coração!

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MAGALHÃES, Júlio (2010), Longe do meu coração. Lisboa, Editora A Esfera dos Livros.

Disponível na Biblioteca ESDJCCG com a quota: 821-3 mag lon

Sinopse

Joaquim não queria acreditar no que os seus olhos viam. Tinha saído a salto de Portugal, viajado apertado em camionetas de gado, andado quilómetros e quilómetros a pé, à chuva e à neve, quase tinha perdido a vida nos Pirenéus e agora estava ali. Na capital portuguesa em França. O sítio onde, todos lhe garantiam, podia enriquecer e concretizar os seus sonhos. Mas o que via era um bairro de lata. Sentia os pés enterrarem-se na lama. Olhava para as barracas miseráveis e para os fardos de palha que faziam as vezes de uma cama. Mas, Joaquim não estava disposto a baixar os braços. Em Longe do meu Coração retrata com mestria e realismo, o quotidiano dos portugueses que partiram em busca de uma vida melhor, sonhando um dia regressar ricos à terra que os viu partir pobres. Para Joaquim, Portugal estava longe. Era ali, em França, na terra que lhe dava de comer, que queria vingar, que prometia, à força do seu trabalho, derrubar fronteiras e preconceitos. O plano estava traçado. Iria abrir uma empresa de construção, com o seu amigo Albano, enriquecer e, depois de ter casa montada com carro com emblema no capô, estacionado à porta, iria pedir a mão da sua Françoise, a professora de Francês que lhe abriu o mundo das letras e do amor. Mas, cedo Joaquim vai descobrir que há barreiras difíceis de ultrapassar.

(in http://www.wook.pt/ficha/longe-do-meu-coracao/a/id/9631031, consultado no dia 2012.10.31)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Entre–Vistas

Profª Isabel Castanheira. Leciona, há vinte e seis anos Biologia-ProfIsabelCastanheiraGeologia. É, portanto, uma apaixonada pelas coisas da vida, da origem da vida e das coisas da vida; pelos seres animados e inanimados, mas também pela literatura. “No fundo – refere – como outro biólogo, muito conhecido graças à literatura, Mia Couto, gosto de conhecer a causa das coisas”. Apesar de ser também uma referência para a Profª Isabel – como se não bastasse ter nascido em Moçambique! -  “poucos saberão que o escritor moçambicano Mia Couto é biólogo (e há muita gente que não sabe que, apesar do nome, Mia, trata-se de um escritor e não de uma escritora). Pois foi essa dupla qualidade de escritor e de biólogo que lhe valeu o convite pelo biólogo Amadeu Soares, da Universidade de Aveiro, em 2006, para falar nos encontros “Biologias na Noite”. Estes  encontros, abertos à comunidade, realizados em horário noturno, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro (antiga fábrica de cerâmica Campos), continuam a efetuar-se, claro, com grande expressividade e interesse para a minha área mas para o conhecimento e cultura da nossa região”.

Contudo, “a minha inspiração literária está em Paulo Coelho, outro escritor que tem a sua formação inicial na área das ciências da natureza e experimentais, na definição de Michel Blay, já que os seus pais queriam que fosse engenheiro”.

O escritor brasileiro é Católico. Em 1986 terá percorrido o “Caminho Francês” (700 quilómetros do sul da França até a cidade de Santiago de Compostela) de peregrinação a Santiago. Essa experiência permiti-lhe recolher detalhes para o seu livro O Diário de um Mago, editado em 1987.

No ano seguinte, publicou O Alquimista, que se transformou no livro brasileiro mais vendido em todos os tempos.

“De toda a obra de Paulo Coelho – sublinha a Profª Isabel Castanheira – é n´ O Alquimista que me revejo mais; faz, também a mim, descobrir-me e descobrir que é preciso percorrer grandes distâncias para conseguir compreender aquilo que nos é mais próximo. A peregrinação experimentada pelo autor transmite-se, impele-me a peregrinar também a Santiago – experiência que quero fazer! – para me sentir cada vez mais viva, capaz de ver o mundo – palavras de Paulo Coelho – com os olhos de uma criança e de encontrar Deus nos pequenos gestos do dia-a-dia”.

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COELHO, Paulo (2008). O Alquimista (edição comemorativa dos 20 anos). Lisboa, Editora Pergaminho.

Sugerimos esta edição sobre um clássico dos nossos tempos. Um sucesso de vendas internacional que consagrou Paulo Coelho. Para marcar os 20 anos da edição apresentamos uma edição especial com belíssimas ilustrações e uma nova introdução do autor.

Certa noite, um jovem tem um sonho repetido : fala de um tesouro oculto, guardado perto das Pirâmides do Egito. O rapaz resolveu seguir seu sonho e defronta com os grandes mistérios que acompanham o Homem desde o começo dos tempos : os sinais de Deus, a Lenda Pessoal que cada um de nos precisa viver, a misteriosa Alma do Mundo, onde qualquer pessoa pode penetrar se ouvir o próprio coração. Considerada uma das artes mais antigas e mais secretas da Humanidade, a Al quimia é abordada pela primeira vez numa linguagem direta e simples. Paulo Coelho estudou Alquimia durante 11 anos, convivendo com sua linguagem simbólica e sua experiência pratica. Para escrever 0 alquimista, foi até as Pirâmides do Egito, e ao Deserto do Saara, pesquisar a origem e os principais códigos da Grande Obra - o segredo que seduziu corações e mentes de muitos homens na Idade Média, e que até hoje é praticado.

( in http://books.google.pt/books?id=O8imQgAACAAJ&dq=o+alquimista&source=bl&ots=oHvIQsl9-N&sig=v37cxE43pZAZ8Y72gpOFjHQaYoE&hl=pt-PT&sa=X&ei=lcGHUMPRGIaGhQfU_4HYCg&redir_esc=y, consultado em 2012.10.24)

 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Entre_vistas

Lugar à opinião dos leitores, dos utilizadores da nossa biblioteca. Pequenos apontamentos, “entre-vistas”, sobre as diversas perspetivas de abordagem do acervo, dos conteúdos, do tempo, do espaço, do modo, da literatura, dos recursos deste equipamento estratégico das escolas.

 

Carla Fernandes é aluna do 10 C, de Línguas e Humanidades. Tem no CarlaFernandeshorizonte seguir jornalismo mas o tempo, por agora, é de investir no secundário, “uma coisa de cada vez, apesar dessa poder ser uma saída”.

Abordámos a Carla numa manhã chuvosa, colocou-se em lugar recantado para apreciar o romance em que está imbuída. “É uma obra muito bonita, gosto como a autora trata todo o drama, melhor, os dramas, é plural, o ritmo a sequencialidade, o ambiente retratado. Mas ainda estou a meio!” – referiu. “Ando um pouco pelo romance mas começo a apreciar poesia. Vou dedicar um pouco mais da minha atenção, apesar das obras obrigatórias do meu Curso”.

“Sabe, gosto de estar por aqui uns bons bocados. E hoje – por causa da chuva – o tempo convida mesmo a esta aventura” sorriu, enquanto batia levemente as páginas da obra e reportava a centena de páginas já lidas.

E o mês Internacional das Bibliotecas? – quisemos saber. “Apesar de não ter acompanhado muito as ações, tomei conhecimento com a divulgação feita na Biblioteca da Escola”.

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RILEY, Lucinda (2012). A menina na Falésia, Lisboa. Edições Asa.

Grania Ryan tem em Nova Iorque a vida com que sempre sonhou. Tudo é perfeito até ao dia em que o seu desejo mais íntimo é brutalmente estilhaçado. Arrasada, Grania decide voltar à Irlanda e aos braços da sua adorada família. E é aqui, à beira de uma falésia, que conhece Aurora Lisle, a menina que vai mudar profundamente a sua vida.
A ligação entre ambas é imediata e profunda. Pouco a pouco, Grania descobre que as histórias das suas duas famílias estão estranha e intrinsecamente ligadas…
De um agridoce romance na Londres do tempo da grande guerra a uma relação tempestuosa na Nova Iorque contemporânea; da devoção a uma criança terna e carente a memórias esquecidas de um irmão perdido, o passado e o presente das famílias Ryan e Lisle estão unidos há um século. Cem longos anos de equívocos e segredos, paixões e ódios… Apenas a intuição e a coragem de Aurora poderão quebrar o feitiço e vencer as barreiras que o passado ergueu.
Assombrosa, terna e comovente, a história de Aurora é uma inspiração para todos nós. Um exemplo de como a esperança e o amor podem ultrapassar todas as perdas.

(consultado em http://www.wook.pt/ficha/a-menina-na-falesia/a/id/12940443, no dia 2012.10.17)